Elfos Eladrin e Drow

Há muito tempo, eles foram uma única raça: os elfos dizem que eles eram elfos, os eladrin dizem que eles eram eladrin. Os drow dizem que eles eram fracos, inacabados e fatalmente imperfeitos e que permaneceriam desta forma se não fosse pela ajuda de Lolth.

Nos dias mais jovens da criação, uma raça feérica andava pelas fronteiras entre o mundo e a Agrestia das Fadas [N.T.: Escolha atual da Devir para Feywild .] Corellon e as duas irmãs, Sehanine e Lolth, se regozijavam com esta raça, pois os três deuses viam neles as qualidades que mais valorizavam. Corellon prezava por sua capacidade artística, seu senso inato para o fluxo e refluxo da magia, suas canções e sua raiva feroz na batalha. Sehanine amava a furtividade deles, seus passos gentis nas sombras da floresta e sua curiosidade e admiração diante do mundo recém-nascido. E Lolth gostava em especial daqueles que buscavam o poder e o obtinham, que espiavam e maquinavam para atingir suas metas, que não demonstravam misericórdia diante de seus inimigos ou seus rivais.

Pois esta jovem raça, como a maioria das fadas, tinha um senso de moralidade muito diferente daquele de outras raças. Moradin, Pelor e Bahamut ensinaram aos seus seguidores o nobre caminho da lei e do bem, encorajando-os a se afastarem do mal, valorizarem a vida e construírem sociedades que protegessem seus cidadãos mais fracos. Os elfos, no entanto, eram tão inconstantes quanto as estações e a lua, volúveis em suas paixões. Corellon os ensinou a amar a beleza e saborear a vida exceto para matar em uma fúria extática de magia explosiva e lâmina rodopiante quando enfrentavam seus inimigos em batalha. Sehanine os ensinou a encontrar seus próprios caminhos sem um código de ética em especial. E Lolth estendeu a doutrina de Sehanine ao extremo, ensinando aos elfos a colocar suas próprias metas acima de todos os outros cuidados e para não parar diante de coisa alguma para atingi-las.

Os elfos não eram uma ração boa ou má – eles não pensavam nesses termos. Eles gostavam da beleza e do prazer e muitos encontravam prazer na bondade e na beleza em cada faceta da vida e, portanto, agiam de formas boas. Ainda assim, eles podiam infligir dor ou até morte, não por crueldade, mas puramente por curiosidade. Outros encontravam prazer em causar dor e direcionavam seus caminhos para o mal.

Sehanine, deusa da lua cheia, tinha pele clara e cabelos escuros, enquanto Lolth, deusa da lua nova, era o oposto. À medida que a raça dos elfos se espalhava e construía suas primeiras cidades, Lolth marcava seus prediletos – aqueles elfos que se regozijavam no assassínio e na destruição – combinando a coloração deles com a dela. Mesmo antes da rebelião de Lolth, esses elfos de pele escura começaram a reclamar o nome de drow, uma feia palavra élfica que se referia às coisas que assombravam a noite.

Até este ponto, as lendas e histórias das três raças basicamente concordam entre si. Alguns detalhes podem diferir – notadamente, o nome pelo qual a raça unificada era conhecida – mas a imagem geral é a mesma. Com a rebelião de Lolth, no entanto, as histórias divergem. Elas concordam no fato da revolta de Lolth: ela se virou contra sua irmã e Corellon e liderou seus escolhidos em uma batalha contra os outros elfos. A razão para sua revolta é menos clara. As lendas mais comuns incluem as seguintes:

· Lolth se cansou de compartilhar seu poder e autoridade com Sehanine e tentou matar sua irmã para reclamar as sombras e a lua como seu domínio exclusivo.

· Lolth ficou invejosa da afeição entre Corellon e sua irmão e tentou matar um deles.

· Lolth desceu até o Caos Elemental e até mergulhou no Abismo em busca de conhecimento ou poder, fazendo alianças com demônios – e então, Corellon e Sehanine procuraram punir sua blasfêmia.

· Ou Lolth acreditava que seu povo escolhido deveria governar a raça élfica e liderou-o para conquistar o poder, que apenas então resultou em conflito entre os deuses.

Seja qual for a razão para a revolta de Lolth e dos drow, as conseqüências foram devastadoras. A guerra eclodiu nas brilhantes cidade feéricas e consumiu os bosques do mundo com fogo. Alguns dizem que o mundo e a Agrestia das Fadas se tornaram mais distantes um do outro, fazendo a passagem entre eles mais difícil e criando uma separação entre os elfos que preferiam um ou outro. Por fim, os drow foram desligados e banidos das comunidades élficas e eladrin, lançados nos lugares escuros do mundo, da Agrestia das Fadas e do Pendor das Sombras [N.T.: Tradução atual da Devir para Shadowfell .]. Lolth fez seu lar no Abismo, tomando o título de Rainha Demoníaca das Aranhas.

No final da rebelião, os elfos, os eladrin e os drow eram três raças distintas. Cada uma era modelada pela natureza de seu lar e pela graça de seus deuses.

Elfos: Um Olhar Mais Próximo

Qualquer que seja a história e a lenda de sua origem, os elfos dos dias atuais são de fato criaturas do mundo. Embora ainda feéricos em sua natureza, eles estão sintonizados com o mundo e seu poder primevo, sentem-se em casa nos bosques e vivem em harmonia com as feras e árvores que compartilham seu lar.

Desde a revolta dos drow, os elfos têm andado quietos pelo mundo, deixando poucos rastros. Enquanto reinados e impérios cresciam e colapsavam – o reino humano de Nerath, o draconato [N.T.: Uma das escolhas atuais da Devir para dragonborn .] Arkhosia, o tiefling Bael Turath e incontáveis nações antes deles – os elfos permaneceram em seus lares nos bosques, basicamente não sendo afetados pela ascensão e queda das nações. Em algumas ocasiões, os eladrin construíram reinados no mundo. Às vezes, estes reinados buscaram relações cordiais com seus vizinhos élficos e elfos e eladrin viveram mais próximos do que jamais estiveram desde a rebelião de Lolth. Em outras vezes, os eladrin tentaram forçar os elfos a se reunirem a eles e encontraram uma amarga resistência. Não pode haver dúvida, agora, que as duas raças jamais serão uma.

Tendo outrora seus próprios reinos brilhantes, os elfos não construíram mais cidades como seus ancestrais fizeram, mas criaram seus lares entre as árvores. Eles vivem em unidades familiares ou de clã, dormindo em tendas ou sob as estrelas enquanto andam pelas florestas e recolhem o que precisam para sobreviver. Em outras épocas, eles constroem vilas temporárias sobre plataformas nos galhos, ligados por vinhas e cipós – quase uma parte natural das árvores em si. Eles vagam com as estações, seguindo os animais em suas migrações ou viajando até onde as frutas e sementes crescem em maior abundância. Pelo menos, duas vezes por ano – no solstício de verão e de inverno – as famílias e clãs élficos se juntam para observar a mudança das estações, compartilhar histórias e notícias dos meses recentes, e celebrar casamentos, nascimentos e mortes.

Na escuridão que tem crescido desde a queda de Nerath, os elfos acham mais e mais difícil manter seus modos tradicionais. Muitas das florestas já não são mais seguras, mesmo para seus arqueiros de olhos perspicazes e guerreiros endurecidos. Algumas florestas foram queimadas até as raízes, levando os elfos a encontrar refúgios seguros nos assentamentos melhor defendidos por outras raças. Enquanto, no passado, era incomum encontrar elfos em cidades humanas, excetuando-se mercadores, agora muitas famílias élficas fixaram residência entre humanos, halflings e até mesmo anões, juntando-se a essas outras raças pela proteção contra a escuridão.

Como raça, os elfos possuem pés leves e são ágeis. Embora não sejam de forma alguma estúpidos, eles não valorizam tanto o aprendizado e o intelecto quanto seus primos eladrin fazem. Ao invés disso, valorizam a sabedoria dos anos e a verdade da intuição e do discernimento. Suas lendas mais cômicas estão cheias de eladrin que se incham de conhecimentos, mas não tem um mínimo de senso comum e heróis élficos espertos que enganam seus primos tolos.

Elfos compartilham uma natureza apaixonada e emocional com muitos de seus primos feéricos. Eles experimentam as sensações profunda e intensamente e suas emoções freqüentemente são voláteis. Um elfo pode passar do luto pranteado à risada sincera em um momento e, tão rapidamente, a uma fúria ardente. Eles são inimigos implacáveis, às vezes remoendo mágoas por longas gerações, mas são amigos confiáveis e compassivos que se lembram da gratidão por mais tempo do que dos erros.

Muitos elfos ainda adoram Corellon e (particularmente) Sehanine, mas muitos outros adoram Melora, deusa do território silvestre onde eles fizeram seus lares. Mesmo os elfos que caem para o mal raramente se viram para Lolth. A lenda de sua rebelião dói demais. Ao invés disso, eles adoram a Rainha Corvo, Zehir, ou ocasionalmente o selvagem Gruumsh.

Para muitos elfos, os deuses não são muito diferentes dos anciões dos clãs que saíram desta vida para outra. Eles se lembram dos deuses para agradecer e podem rezar por discernimento, mas não muitos elfos se tornam campeões dos idéias de algum deus, como clérigos ou paladinos. Eles não são fascinados pela magia arcana como seus primos eladrin, freqüentemente ficando impacientes com suas complexidades e precisão. Eles são mais atraídos ao poder primitivo, que os mantém sintonizados com o mundo natural e seus espíritos e forças. Rangers, ladinos, druidas e bárbaros elfos são os aventureiros mais comuns.

Eladrin: Uma Raça Separada

Os eladrin dizem ser a raça original da qual tanto elfos e drow se separaram, com a implicação (geralmente) não dita que ambas as raças caíram do estado de quase-perfeição que os eladrin incorporam. Certamente, os eladrin ainda são os mais feéricos das três raças élficas, ainda usam a magia da Agrestia das Fadas e ainda são os filhos prediletos de Corellon. A magia arcana enche seus corpos e almas, às vezes emanando deles em uma nuvem macia de luz feérica.

Muitas raças do mundo podem olhar para trás na história e ver um exemplo brilhante das realizações de seus ancestrais: o império draconato de Arkhosia ou o reino humano de Nerath, por exemplo. Quando os eladrin refletem sobre seus dias de glória, a pensam primeiro e principalmente na época antes da rebelião de Lolth, quando toda a Agrestia das Fadas brilhava com a luz das cidades eladrin. Essas cidades agora estão em ruínas, ainda assombrosamente belas entre as florestas das fadas com a luz da lua brilhante em suas torres partidas e muralhas de mármore, mas assombrando com seu testemunho da violência da rebelião.

Os eladrin ainda constroem torres de graciosa beleza nos melhores lugares da Agrestia das Fadas – desfiladeiros de tirar o fôlego e vales verdejantes – e às vezes mesmo entre as ruínas de suas antigas cidades. Mas nenhuma cidade eladrin dos dias atuais, ou da última centena de séculos, pode se comparar ao ápice da raça eladrin na época mítica de antes. As cidades eladrin dos dias atuais geralmente são pouco mais do que uma única torre de mármore sobre um espalhamento de casas menores, todas construídas em perfeita harmonia com seus arredores como se esculpidas na terra pelo vento e pela chuva.

Houve épocas na história do mundo onde os eladrin tentaram reconstruir a antiga glória de uma raça unida, estendendo suas cidades-estado para o mundo natural e fazendo incursões em comunidades élficas próximas. Esses sonhos de reinados que ligariam os mundos sempre terminaram em pó com o passar dos anos, geralmente durante a vida de uma única geração.

A sociedade eladrin tem muito mais em comum com as estruturas humanas de nobreza e governo do que com a sociedade familiar dos elfos. As casas nobres lideradas pelos eladrin com títulos como Bralani dos Ventos Outonais ou Ghaele do Inverno governam minúsculos principados espalhados pela Agrestia das Fadas. Os eladrin juram lealdade a seus nobres protetores, que prometem defendê-los contra fomorians e outros perigos da escuridão feérica. Ao contrário dos governantes humanos, esses nobres eladrin possuem poderes tremendos derivados de uma conexão próxima com a magia da Agrestia das Fadas, então suas minúsculas cidades-estado realmente permanecem como luzes, ainda que fracas e tremeluzentes, firmes contra a escuridão invasora.

Os eladrin compartilham a graça e a agilidade de seus primos elfos, mas colocam mais valor no intelecto desenvolvido do que na intuição e na emoção. Todos os eladrin são estudiosos até certo ponto, versados na história de sua raça e nas teorias da magia, e mais inclinados a calcular possíveis soluções do que ir em frente com o instinto.

Os eladrin podem parecer frios e sem emoção para forasteiros, às vezes talvez caprichosos, e certamente são menos passionais que os elfos. Seu luto se manifesta como uma melancolia saudosa, seu prazer com um sorriso brando e sua fúria com um brilho de lento fervor. Assim como os elfos, eles têm uma memória longa, tanto para dádivas quanto para rancores.

A maioria dos eladrin adora Corellon e Sehanine. Alguns templos na Agrestia das Fadas ainda estão dispostos como eram antes da rebelião de Lolth – construídos como três círculos entrelaçados, cada um com seu altar para um dos três deuses élficos. Na maior parte desses templos, o altar a Lolth foi destruído ou desfigurado. Em alguns lugares, ele está envolvido com um manto negro para escondê-lo da vista e, em outros, está visível, mas simplesmente sem adornos. Existem eladrin que acreditam que os três deuses um dia se reconciliarão, assim como as três raças voltarão a ser uma.

Alguns dizem que o domínio de Corellon de Arbórea fica na Agrestia das Fadas, enquanto outros afirmam que ele flutua no Mar Astral. É possível que ele alterne entre os mundos ou, de alguma forma, exista nos dois lugares de uma só vez. Para a mente eladrin, Arbórea talvez não seja tão diferente da corte de qualquer nobre eladrin – maior e mais magnífica, talvez, mas um lugar onde qualquer eladrin sentiria-se em casa, mesmo na presença de tão grande senhor como o nobre Corellon. Sehanine, dizem, entra e sai livremente do lar de Corellon, mas passa muito de seu tempo na Agrestia das Fadas, onde viajantes podem esbarrar em seu caminho. Dizem que alguns que participaram dos banquetes à luz da lua de Sehanine ficaram perdidos por séculos, enquanto ouros acordaram após uma única noite para descobrirem-se abençoados com dádivas e poderes além de sua imaginação.

Mais do que os elfos, os eladrin às vezes se tornam campeões de um deus da mesma forma que um pode se tornar um cavaleiro feérico a serviço de um nobre eladrin. A magia divina não é estranha aos eladrin, mas a magia arcana é sua paixão e parte de sua natureza. Magos eladrin são bem mais comuns do que bruxos, feiticeiros ou bardos, mas qualquer forma de magia arcana é uma fonte de fascinação infindável para a raça.

Nobres Eladrin

Os senhores e senhoras que governam os eladrin são fadas poderosas que incorporam o caráter da raça. Sua magia é ligada às estações e às emoções. Um ghaele pode lançar uma rajada de frio invernal, enquanto uma coure semeia a discórdia entre seus inimigos. Eles são enigmáticos e distantes e podem ser bastante caprichosos, especialmente quando mortais se aventuram em seus domínios. O conto de Ferrin Toth, um mago humano que se aventurou na Agrestia das Fadas em busca de segredos arcanos, ilustra a natureza dos nobres eladrin.

Orgulhoso de seu conhecimento e confiante em seu poder arcano, Ferrin toth usou um ritual para se transportar para a Agrestia das Fadas. Depois de romper o véu entre os mundos, ele se viu em um vale adorável com uma torre cristalina subindo ao lado de uma cachoeira cintilante na cabeceira do vale. Ele se apresentou diante do portão do palácio no final da tarde, pedindo uma audiência com o governante do lugar.

Duas mulheres o escoltaram até a presença de seu senhor Immeral, Firre da Paixão. Braseiros quentes iluminavam o salão de audiência diante do crepúsculo que se aproximava e o fogo parecia dançar nos olhos opalescentes do senhor eladrin. Ele acolheu o mago humano graciosamente, descendo de seu trono para escoltar o viajante em uma volta pelo palácio. Ferrin parou nos umbrais da magnífica biblioteca do eladrin, mas Immeral disse a ele que poderia explorá-la pela manhã. Ferrin tentou protestar – ainda havia luz do dia o suficiente para ele ler – mas o eladrin não o escutou. Ele levou Ferrin até um quarto de hóspedes luxuoso, avisou-o a não deixar a sala até que a luz do alvorecer acendesse no horizonte e o deixou sozinho.

Ferrin não conseguia dormir. O vislumbre da grande biblioteca do senhor o atormentava e o desejo de mergulhar em seus segredos o consumia. Quando o palácio ficou silencioso e a lua cheia brilhava em suas torres, Ferrin se moveu com cuidado de seu quarto e tentou reencontrar seu caminho até a biblioteca. À medida que andava, os corredores pareciam se retorcer e logo as paredes lampejantes de cristal derreteram e se tornaram espinhais. Ele vagou pelo que havia se tornado um labirinto até que o crepúsculo começou a iluminar o céu. Então, as duas mulheres que haviam lhe trazido até o salão de audiências do senhor saíram dos espinhais. Seus rostos e formas adoráveis desapareceram em um instante, revelando criaturas monstruosas de madeira e vinhas, os braços se movendo como poderosos bordões em sua direção.

Com uma palavra de refúgio, Ferrin retornou ao santuário de sua própria torre. Mas a visão da biblioteca do Firre da Paixão o assombrava. Toda noite ele tossia e se revirava em sua cama, pensando na biblioteca e nas maravilhas que tinha vislumbrado de seus umbrais. toda manhã, quando a luz do crepúsculo acendia no horizonte, ele achava que estava novamente naqueles umbrais e a esperança surgia em seu coração – porém, assim que o sol se erguia acima das colinas distantes, sua visão clareava e ele ainda estava em sua torre. Muitas vezes ele retornou à Agrestia das Fadas, mas nunca foi capaz de encontrar o palácio de Immeral novamente.

Drow: Escolhidos de Lolth

Os drow são criaturas do mal e da escuridão, exilados banidos aos reinos subterrâneos abaixo da Agrestia das Fadas, do mundo e do Pendor das Sombras. Seus laços com as florestas e os vales da natureza estão cortado e eles vivem através da crueldade e da dominação, não mais em harmonia com as feras selvagens.

Os drow constroem suas cidades profundamente no subterrâneo, seus delgados pináculos e torres iluminadas fracamente replicando ou troçando das graciosas cidades eladrin na Agrestia das Fadas. A sociedade deles é um estudo do paradoxo. Dentro de uma cidade drow, várias famílias ou casas detêm o poder. Um drow sem ligação com uma dessas casas é um pária e membros de outras raças raramente são mais do que escravos delas. Os drow têm uma inclinação ao império, ao contrário de seus primos, e as casas bem-orquestradas talvez poderiam conquistar tanto o Subterrâneo [N.T.: Atual tradução da Devir de Underdark .] quanto o mundo da superfície se não fossem por Lolth e suas sacerdotisas. Lolth é uma deusa da traição e do caos e, a seu pedido, suas sacerdotisas lideram as matriarcas das casas em constantes batalhas por dominância. Mesmo quando uma casa consegue se agarrar sozinha ao poder por um tempo longo, ela deve ficar constantemente atenta à ameaça de uma casa menor tentando reclamar sua posição e lutas entre as casas menores impedem que a cidade aja como qualquer coisa parecida com um esforço orquestrado em direção à conquista.

Os drow compartilham a agilidade de seus primos, que eles freqüentemente utilizam na furtividade e na trapaça. Embora eles não sejam mais altos do que os eladrin, têm uma presença que com freqüência faz com que membros de outras raças sintam-se menores e por um fio – uma fúria parece estar fervendo constantemente por trás de seus vagos olhos brancos, pronta a explodir à menor provocação. Como os elfos, seu humor pode mudar em um instante, geralmente se transformando em uma fúria cega assassina.

Os drow permanecem sendo somente de Lolth e não toleram a adoração de outros deuses. Os nomes de Corellon e Sehanine são blasfêmias aos ouvidos de um drow e mesmo uma referência eufemística a um dos dois deuses é acompanhada por um cuspe no chão. Os drow reverenciam as aranhas porque Lolth as escolheu como símbolo dela e fazem negócios com demônios porque alguns deles tornaram-se servos de Lolth. As sacerdotisas de Lolth possuem poder político e espiritual, servindo como conselheiras das matriarcas das casas, se não estiverem, na verdade, procurando ocupar essa posição elas mesmas. A sociedade dos drow gira em torno de Lolth, embora isso signifique um constante estado de rebelião civil.

Enquanto elfos e eladrin têm tendência a enxergar os deuses simplesmente como uma forma maior de seus próprios lordes e anciões, os drow dedicam a Lolth sua inquestionável devoção. Bem mais drow seguem os caminhos divinos para se tornarem clérigos ou paladinos do que elfos ou eladrin o fazem – talvez em parte por causa da autoridade temporal que acompanha o serviço a Lolth, mas também pela oportunidade de comungar mais intimamente com sua deusa e saborear o poder dela fluindo por eles. No entanto, eles não esqueceram sua herança de estudos arcanos e produzem muitos magos e bruxos poderosos. Embora a religião e a política são primariamente a arena das mulheres entre os drow, os mestres arcanos da raça são, em sua maioria, homens.

Os elfos e eladrin de mentes mais elevadas às vezes olham com compaixão para os drow, talvez acreditando que as três raças possam, um dia, ser reunidas. Os drow, por outro lado, não permitem tal fraqueza de pensamento, como enxergam isso. Quaisquer que sejam seus planos em curto prazo de conquista ou rebelião, os drow anseiam pelo dia que exterminarão seus parentes, obliterando a mancha dos elfos e eladrin do mundo e da Agrestia das Fadas. Apenas ocasionalmente esses sonhos se manifestam em alguma forma de ação, mas drow têm sido vistos lutando ao lado de fomorians na Agrestia das Fadas.

Sem duvida, as aspirações dos drow refletem os sonhos e esquemas de Lolth, a Rainha Aranha. Em seu domínio Abissal dos Fossos da Teia Demoníaca, ela se senta e aguarda, tramando o dia em que ela poderá capturar sua irmã e Corellon em suas teias e terminar o trabalho que começou no alvorecer dos tempos.

E então, as três raças serão uma só.

Elfos Eladrin e Drow

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